Inerte, Padronizado e à Vácuo: Base Nacional Comum e Formação Docente em Química para a Alienação

Autores

  • Lucas Renan Feitosa Alvim Universidade Federal da Bahia
  • Hélio da Silva Messeder Neto Universidade Federal da Bahia

DOI:

https://doi.org/10.56117/resbenq.2023.v4.e042309

Palavras-chave:

Currículo, Psicologia Histórico-Cultural, Formação docente

Resumo

A elaboração da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e do Novo Ensino Médio (NEM) reconfiguraram drasticamente a educação pública brasileira num contexto de golpismo e negacionismo. Para a efetivação dessas políticas curriculares neoliberais, fez-se também necessário alterar a formação docente. São várias as críticas presentes na literatura com relação ao trabalho docente, como: perda de autonomia do professor, descaracterização do trabalho; desvalorização dos conteúdos científicos e pedagógicos. Assim, o objetivo desse artigo teórico é debater a partir de um referencial psicológico, a Psicologia Histórico-Cultural (PsiHC), como a dimensão subjetiva de professores pode vir a ser afetada pela Base Nacional Comum-Formação (BNC-Formação) e quais as implicações para a prática docente no Ensino de Química. A partir das categorias personalidade e alienação, compreendemos como se forma a personalidade do professor de Química e os possíveis entraves que a BNC-Formação pode gerar na identificação docente com sua função. Constatamos que a BNC-Formação, dada sua origem e objetivos, não contribui para uma formação de qualidade e tende a aprofundar questões de sofrimento e/ou adoecimento psíquico, pela regulação do trabalho, quebra da teleologia da atividade docente. Como alternativas a este processo, propomos a luta coletiva pela revogação das políticas curriculares e outros caminhos para pensar a formação docente.

Publicado

2023-12-30

Edição

Seção

Dossiê